Aos interessados

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Sejam todas e todos muito bem vindos ao nosso grupo.

Estamos ao vosso dispor para aqui publicarmos as vossas reflexões sobre a temática da Formação de Professores.
Para publicar, basta que enviem cópia digitada em words para o e-mail do administrador que, após moderação (principalmente contra plágios) e aprovação, se fará um prazer em veicular as vossas produções.
Para maiores informações visualize o registro do grupo junto ao CNPq através do link:


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quarta-feira, 21 de junho de 2017

270 - BATEU SAUDADE!

Passando para saber do andamento do blog reparo que já fez um ano que aqui andei da vez anterior. Como o tempo é lépido e fagueiro! Outros ares tenho respirado - lá pelas bandas do edukariri.com e também pelo grupo no Facebook que ostenta o mesmo nome deste blog. 

Não é nada fácil manter em plena atividade toda esta quantidade de endereços em que me coloco em situação de fornecer informações, anotações ou até devaneios que eu criei. E não é possível por diversos motivos, dentre os quais saliento: 
1 - profissionais (não vivo disto, preciso de recursos que sou obrigado a procurar noutras praias);
2 - falta de fontes fidedignas atualizadas (vale ressaltar que, pelo motivo anterior, não sou jornalista e tampouco paparazzi ou coisa semelhante);
3 - em decorrência dos motivos anteriores também é possível apontar a falta de tempo (tenho outros compromissos com a arte da escrita que me "roubam" uma imensidão de tempo);
4 - como já afirmei em outro local "[...] momentos vivencio em que o silêncio me é mais proveitoso... é algo pessoal, subjetivo, quase uma marca registrada: silenciar para, depois, poder gritar mais alto". 

Vou tentar (prometo de pés juntos) retomar um curso mais regular de visitas a este cantinho tão aconchegante (para mim, bem entendido!). Aqui já tive boas alegrias, alguns dissabores, mas tudo isso é elemento componente deste nosso momento, nesta dimensão. Saber lidar com esses momentos deve ser o auge da existência humana. Será que todos conseguem?

A todos nós um bom retorno! 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

DIRECIONAMENTO

Passando para deixar um novo endereço.

Lá tenho "as coisas" mais arrumadas.

A qualidade (para não ser diferente de mim mesmo) é a mesma.

Passa lá! Visita!

http://www.edukariri.com/

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

267 O TAMANHO DA LUTA



O tempo... Ah! O tempo é cruel.
Envelhece o novo; cansa o resistente; afugenta o impaciente; enruga o liso; esmorece o vívido; apaga a chama; anula o expressivo; corrói o brilhante e, enfim, me desanima nos meus mais lícitos intentos.

Bem sei que na vida é preciso haver, sempre, mais que uma corrente de pensamento para que a sociedade possa, ela, usar a seu favor a síntese dessa peleja entre os polos que se colocam frente a frente, numa guerra sem balas, na qual a melhor argumentação sai vencedora. Essa luta eu quero travar; nessa guerra ganharei algumas batalhas e noutras serei vencido – ninguém pode ser sempre o melhor por todo o tempo. Mas terei lutado. Já dizia Emiliano Zapata: “É melhor morrer de pé do que viver de joelhos”. Prefiro morrer lutando a viver fugindo. Recomendo, aos que não me acompanham, o que diz José Martí: “Se não lutas, pelo menos tenha a decência de respeitar os que o fazem”. Belas palavras que o vento e o tempo carregam.

Se uma flor só não é sinônima de primavera, não devo pensar que serei o novo D. Quixote (esta imagem já se tornou recorrente no meu falar e no meu fazer e me faz passar, talvez, por alguém um tanto rocambolesco) na batalha contra os moinhos de vento. Esse vento é forte e tem assolado um sujeito que se encontra fragilizado com o passar de um tempo em que não soube construir defesas e preparar armaduras que lhe permitam resistir aos ataques impiedosos desse vento que sopra sempre do lado mais tenebroso de encontro ao lado mais rutilante.

São os opostos que se enfrentam (ou, talvez, seja uma luta desigual entre quem manda e quem não pode mandar) com armas desiguais. Luta inglória ou talvez nem tanto, mas luta! Às vezes paro, me aquieto arquejante e penso: não dá mais. Mas dá, basta ser persistente e não desanimar.

Mas, como não desanimar? Temos dois exemplos que, por si sós, nos deveriam fazer refletir: São Paulo e Santa Catarina. A educação em caos! Juntemos a esses dois, o caso talvez mais bizarro de Goiás. Marconi Perillo e seus feitos privatizantes através das tais OS. Pensei que já tinha visto tudo... mas de última hora fico sabendo que o Maranhão está seguindo o mesmos passos. Quem será o próximo: Ceará? Rio de Janeiro? E todos os outros. Parece uma peste que se alastra a olhos vistos diante da aparente impotência de um povo anestesiado por alguma nova droga que o liberalismo deve ter descoberto para embrutecer a forma de pensar deste meu povo. Basta olhar o exemplo da Argentina: ainda não acredito que “los Hermanos” elegeram um “pró rican” como presidente que disso tem dado a maior prova ao nomear, inclusive, um cidadão americano para uma das pastas mais importantes do seu governo.

Onde iremos parar, meu senhor?  

sábado, 2 de janeiro de 2016

266 PARA REFLETIR NAS FÉRIAS



Um assunto que vem começando a me inquietar um pouco – e não é de agora, não! – diz respeito à violência que tem grassado no interior de nossas escolas como repercussão da questão social e, ao mesmo tempo, como produtora de novas condições sociais. Haverá algo a fazer para evitar essa propagação? Tenho minha crença e uma proposição a fazer; mas sei que através de uma não chegarei ao céu e com a outra não atingirei (sozinho) os “fazedores de leis educacionais” com tal impacto que possa contribuir para reverter – ou pelo menos para minimizar os efeitos nefastos desses atos de violência no seio da atual sociedade.



Por que existe violência no interior de nossas escolas?

Algumas respostas nós já as conhecemos, ou fingimos que assim é. Outras talvez nos escapem completamente apenas por não estarmos atentos à dicotomia existente entre o nosso discurso e a nossa prática. Vou tentar – sempre de modo superficial ou pelo menos não muito aprofundado – em consideração ao espaço que aqui ocupo, discutir essas respostas. Assim, vejamos com atenção:

“A violência que penetra os muros da escola é gerada na sociedade externa a essa escola”.
- Bela desculpa, sem dúvida, mas bastante ortodoxa; a culpa está sempre nos outros.


“A violência que invade a escola é gerada pela desagregação familiar e a falta de limites”.
- Verdadeira heterodoxia que não se alinha como um argumento muito plausível na busca de uma origem. A culpa deixa de estar “nos outros” para ser colada em alguém mais específico.

“A violência que consome a tranquilidade do ambiente escolar é motivada pela ‘falta de moral’ dos professores”.
- A culpa assume contornos específicos, começa a ficar perto de nós, com endereço certo.

Quantas desculpas mais nós não conhecemos?



Certamente conhecemos um montão de outros motivos, mas independente de qual seja o motivo que apontemos o produto dessa “violência” é uma juventude excluída por um processo oficializado numa instituição que prega a inclusão, mas que, na verdade, pratica essa inclusão via exclusão, isto é, excluindo. Sim, é da escola que eu falo! Dela mesma! Não a escola – imóvel – mas escola política social, a escola aparelho ideológico de estado, como já dizia Althusser.



Pacheco, um educador português, criador de uma escola diferenciada – a Escola da Ponte – vai nos pintar, com um colorido bem carregado, a instituição que percebe e critica. Para ele, a escola pode ser vista como uma prisão: ela tem grades (curriculares); disciplina, para “corrigir desconhecimentos”; provas para mostrar que você, aluno, está atento e assimilando a lavagem cerebral que lhe fazem... A escola, para ele, não deve ser o local onde alguém “dá” aulas, pois tem uma “carga” horária a cumprir, como qual fardo a ser transportado a duras penas.



Ali, na escola como ele idealizou e produziu, a Ponte, o aluno é sujeito do seu aprendizado. 
Ali não se impõem conteúdos preparados para “adestrar” as criaturas para uma finalidade.
Ali se pratica a liberdade de aprender a partir da necessidade de cada um, no seu ritmo e seguindo a vontade individual.
Ali não há classes, todos são iguais e todos sabem e todos aprendem, em conjunto, as mesmas coisas.



Como se percebe, a escola, tal como a que aqui temos não passa de uma instituição propícia a formar outro sujeito que um revoltado. O revoltado gera violência como resposta a uma situação que lhe sonega os meios de ser diferente: não lhe mostra a vida como ela é, não oferece possibilidade de se autossustentar, não lhe oferece segurança, não lhe dá liberdade, cerceia-lhe as expectativas, escurece horizontes...



É preciso que a sociedade ofereça à escola a oportunidade de formar um homem que pense o futuro e não se acomode em apenas reproduzir as ideias de uma porção minoritária da população que tem visão retrógrada e interesses declarados na permanência do status quo educacional.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

264 DIVULGANDO O BALANÇO ANUAL

É... falta um dia para o Novo Ano e em educação tudo pode precipitar-se a qualquer momento, tal a dinamismo da área,  fiquemos, pois, apenas na preparação do balanço que só poderá ser concluído no primeiro dia útil de 2016 que está aí nos batendo na porta.

Compreendo que a todo e qualquer momento é hora para dar uma olhada para as realizações concluídas e fazer algum tipo de avaliação que, como já foi dito, ainda não pode ser conclusivo. Por isso quero, calma e criticamente, voltar meu olhar para o percurso que realizamos este ano que está acabando.

Em Janeiro tivemos a comemoração da postagem número 100. Estávamos abrindo caminho no meio desta selva de bites que é a Internet. Mas mais que isso, essa marca representou para mim uma afirmação do bom caminho que trilhávamos. A prova foi que nesse mesmo mês contamos com o aumento de participantes do GE.

Fevereiro: Carnaval, sombra e água fresca. Um mal estar sem gravidade se apoderou de mim e me impediu de estar mais presente neste espaço. Mono não teve oportunidade de me avistar. Bem feito! Também não sou muito fã dele!

Março: Meu mês... de minhas desavenças comigo mesmo, de dúvidas (mais que certezas), de desabafos... de seguir em frente tocando o caminho que me tem ensinado a andar.

Abril: Um tempo de "férias" para recarregar as baterias - Alagoas. Depois primeiros passos rumo a uma prática que - finalmente - não saiu da ideia, mas que ainda paira encostada num canto tranquilo da memória.

Maio:Ufa! Este foi puxado! Semana da Pedagogia, Congresso de H. E., sorteio de livros e, para encerrar "em beleza" a comparação entre professores e os melões que só "Zé" Pacheco sabe fazer!

Junho: Eita arraiá! Mas teve muito mais que isso! Nóvoa, Pacheco e... Saramago! Histórias para crianças e o nascimento de uma parceria com a Julio Joel.  


Julho: O mês termina com uma discussão com Cury... bem sei, tem quem adore, não eu! Um tempo sem net... anomalias! Festa!!! Um ano de blog!

Agosto: A parceria co JJ (Júlio Joel) está indo no rumo esperado. Os primeiros contatos animam todo mundo. Isso é bom, reconforta e instiga!

Setembro: Bela combinação: Super Lua com eclipse total - Pink Floyd (another brick on the wall) - Educação que machuca. A reflexão quase no limite.

Outubro: Desilusão pouca é besteira! Muitas, muitas reclamações, todas justificadas... poucas entendidas. Não faz mal, a gente acaba aprendendo e saindo no lucro!

Novembro: A JJ continua sendo o centro de nossas atenções práticas. E o pensamento lá... no futuro!

Dezembro: A greve atrapalha nossos planos. É legal enquanto meio de reivindicação do trabalhador, mas esta é injustificada. Deixa para lá! Um dia aprenderão! Fim de ano! A vida continua, mas muito se mede em espaços chamados "ano" ao final de cada um é costume fazer um apanhado das ações do período. Cumpri minha tarefa!

Antes de encerrar este último registro de 2015 quero deixar uma mensagem que é (sempre será!) de otimismo:

FAÇAM O ANO QUE AMANHÃ SE INICIA VALER MUITO A PENA    

 Se chegou até aqui, fique sabendo que este foi para mim um ano a não esquecer jamais, de bom que foi, malgrado alguns percalços sempre passíveis de acontecer.

Ao encerrar esta mensagem deixo a minha maior conquista do ano: Tive meu primeiro artigo publicado numa revista com Qualis A-1

FELIZ 2016! 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

263 FINS E PRINCÍPIOS



Ou talvez devesse dizer términos e recomeços?


Posso até alterar os termos, mas neste caso a regra matemática não se aplica e não poderei mudar a ordem dos fatores: um ano escolar que se encerra e um outro que já começa a ser planejado, esboçado. Foi assim nossa tarde deste 09/12/15.



Quisemos surpreender (por pura dificuldade de comunicação) e fomos surpreendidos, a festa estava armada e nós só chegamos para a culminância, para o ato final. Um projeto visando a discussão sobre a inclusão estava atingindo seu ápice. Uma agitação só, naquela escola! O grande homenageado estava por chegar.  Seu nome é Francisco, mas é muito mais conhecido por "Cunhado", forma como tratava seus amigos durante a sua juventude.

A decoração da escola condizia perfeitamente com a personalidade do homenageado. Pessoalmente, senti-me na “Era do Rádio”... Nos tempos que já lá vão (que o digam elementos como um velho ferro de repassar roupa, daqueles feitos em ferro fundido em cujo interior eram colocadas brasas para esquentá-lo e engomar as alvas camisas de linho). Consegue visualizá-lo na foto abaixo?

O homenageado, sua esposa, neto e a filha (Diretora da Escola Júlio)

Estavam ali, também dando seu recado, alguns “bolachões de vinil” (os velhos LP’s) que ajudaram a imortalizar muitas das vozes mais representativas da MPB. Detalhes de uma história de vida... Detalhes... na voz do rei RC gravada numa dessas relíquias.



Depois de ter colocado o homenageado frente à “guarda de honra” de muitas e boas recordações perfiladas, chegou o momento mais solene da tarde: a homenagem das crianças da escola: Poesias, cordéis e, surpreendam-se: uma belíssima entrevista realizada por alunas/os da escola. No final tivemos um exemplo de bom trabalho, tal como todos os outros, mas que destacamos pela complexidade de recursos e técnicas utilizadas: a emissão ao vivo da “Rádio Cultura Popular” (assim denominada pelos alunos/as)... Pareciam verdadeiros profissionais do rádio.





Entre lágrimas de emoção, abraços, cantares, declamações e aplausos, um “grand final” com a apresentações de um trabalho criado, ensaiado e apresentado pela iniciativas das/os alunas/os em agradecimento ao homenageado.



Entoado a muitas vozes o famoso “Parabéns a Você”, foi feita a entrega de uma recordação. A hora da merenda chegara.


Só houve tempo para um breve bate-papo sobre o projeto que apresentaremos e discutiremos na próxima semana (já visualizando o próximo ano letivo).

A tarde acabou!

Todos ficaram felizes.

sábado, 28 de novembro de 2015

262 PAISAGEM

O pano de fundo sobre o qual se misturam imagens e sentimentos está situado algures entre a base e o topo de uma montanha. Se não corresse o risco de ser mal interpretado diria que se trata de um planalto, que não é tão plano e nem chega a ser tão alto. Altiplano talvez traduza melhor a posição geomorfológica do local.

Lá no fundo da imagem percebo alegres correrias de crianças felizes, despreocupadas que praticam seus jogos mais prazerosos. São imagens que tendem a esfumar-se na cortina de penumbra que a vida me vai colocando ante os olhos. Mas vejo, ainda.

Num plano mais próximo, bem mais nítida, a imagem de adultos que se confraternizam, mas percebo bem ali, um tanto dissimulado, alguém que parece não comungar com a alegria esfuziante da maioria. É alguém com ares de rei, diferentemente trajado, a quem alguns parecem bajular. Encostado a uma parede sem reboco algum tipo de maltrapilho a quem um cachorro amigo lambem amorosamente o rosto. Por que tantas diferenças?

Numa multidão que parece passar, aguçando um pouco olhar vejo vários trabalhadores daqueles fáceis de identificar: um bombeiro, uma enfermeira, um pintor, um carteiro e o gari. Outros mais estão por ali para aplaudir alguém que do alto de um púlpito brada: - "Caros cidadãos e cidadãs, se eleito eu for..." Bingo! Um político!

Não percebo em lugar algum (por falta de visibilidade profissional, social e/ou política) a figura do professor. Ah! Esse deve estar em casa corrigindo trabalhos e provas de alunos (alguns deles verdadeiros cábulas). Não vejo nenhum deles por falta de um reconhecimento que vai muito além da simples visibilidade pessoal.

É pela janela da humilde casinha que percebo um vulto, meio recurvado e que parece portar fortes lentes diante dos olhos já cansados pela prática prolongada do trabalho em condições menos satisfatórias de luz. Por cima da janela, quase sumidas, ainda dá para tentar adivinhar o letreiro que há muito o tempo quase apagou: "Escola - Casa do Professor". Percebo então que, no sacrifício do exercício de sua profissão, o professor é quase obrigado a renunciar a uma vida em sociedade, pois os mandantes não querem dar-lhe tempo para que ele possa refletir sobre a situação profissional que enfrenta. Por isso elx é guerreirx. VERDADEIRX GUERREIRX!

A um canto da imagem consigo vislumbrar uma superfície lisa e fria que reflete tudo que se colocar diante dela. Olho, meio amedrontado, e o que vejo me desilude, me desaponta. É a minha imagem que vejo ali e nessa imagem só consigo ver um professor. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

261 DESCENDO DE ONDE NUNCA ESTIVE

Ao longos destes quinze anos que conto na minha história pessoal como professor da URCA posso garantir e jurar de pés juntos que nunca fiquei "em cima do muro" quando o assunto a ser tratado exige uma postura pessoal que reflita no coletivo. Não uso de discursos demagógicos para me promover ou, simplesmente, para agradar A ou B.  Neste já longo espaço de tempo desafio quem quer que seja a me imputar alguma atitude mais dúbia em relação ao meu posicionamento. Sou daqueles que quando veste uma camisa, vou ate às últimas consequências, ou até que me provem que a minha análise e opinião estão erradas. Sou, muito mais do tipo teimoso por convicção pessoal... abomino a prática "Maria Vai Com As Outras"!

A atualidade brasileira, graças a alguns grupos menos preparados para encararem a possibilidade da derrota, traduz a instabilidade emocional e o despreparo do povo brasileiro para lidar com esta ou aquela situação adversa. A URCA, na sua individualidade, não foge a esse diapasão. E não foge por um único motivo: FALTA DE COMPROMISSO DE PARTE SIGNIFICATIVA DE SEUS FORMADORES DE OPINIÃO. Quem vivencia o dia a dia desta instituição sabe muito bem do que estou falando, e a não reação a esse fazer me preocupa. No discurso: REVOLUÇÃO é a SOLUÇÃO - mas - e sempre tem esse famigerado MAS que muitos teimam em ignorar por conveniências pessoais - a prática é outra: INDIVIDUALISTA, pois o pensamento predominante é: que outros façam greve que eu simplesmente usufruo das férias que os otários me propiciam (com vencimento pleno, por favor!).

Já fui expulso da reitoria pela tropa de choque... mas tínhamos um ideal para suportar o que passamos. Quando a causa é justa e premente, estou lá, não abro mão! Mas quando o oportunismo político pretende angariar dividendos desmerecidos (ou não totalmente merecidos, por estar fora de contexto, como é caso atual) podem contar com minha voz contrária. Portanto, considero que jamais estive em cima do muro, sempre me expressei - favorável ou contra o movimento paredista. Desta vez, pelas articulações (permitidas pela falta de conhecimento), acabei não votando CONTRA a greve. Mas jamais votaria a favor dela na atual conjuntura!

O minha maior preocupação, contudo, fica com a cegueira que se abate sobre um setor da universidade que se diz o mais prejudicado (o discente) por não entenderem que quem mais os prejudica são exatamente aqueles professores "mais idolatrados", com maior poder de dissimulação discursiva , mas de práticas nem sempre condizentes com o que pregam.

A título de conclusão deixo expressa a minha racionalidade: "desconfiem de quem muito lhe passa a mão na cabeça, na primeira oportunidade lhe trai".